Monday, April 10, 2006

Sobre as mentiras que os EUA nos contam


Fora o poder financeiro, os EUA dominaram o mundo por sua capacidade de não só inventar histórias como fazer o mundo inteiro acreditar nelas. A lista é interminável. A questão está dividida entre a psicologia e a antropologia. Eles têm a compulsão de inventar histórias e, devido à força de seus dólares, nós temos a obrigação de acreditar ou fingir que acreditamos.
O primeiro grupo de mentiras engloba todas as guerras que eles participaram. A última guerra que eles venceram (sem dar a mínima chance para o adversário) foram as guerras contra os índios na Marcha para o Oeste. É fato que eles já tinham ganhado a Guerra de Independência contra a Inglaterra, mas essa não conta. Nesse conflito eles foram patrocinados por um “pool” formado por todos os inimigos da Inglaterra, que adorariam ver Londres derrotada, mas não queriam se arriscar em uma guerra contra o então Império Britânico. Resumindo: os europeus investiriam na guerra, se os americanos vencessem, seria lucro. Caso contrário, perderiam dinheiro, mas não se queimariam em uma guerra contra a Inglaterra. A Guerra de Secessão foi um acordão de causar inveja a qualquer petista. O Sul concordou em liberar os escravos, como o Norte havia sugerido antes da guerra. Então, o Sul pôde continuar racista, enquanto o Norte explorava os escravos brancos que chegavam da Irlanda e da Itália.
Depois veio a Primeira Guerra Mundial, na qual os EUA entraram em 1917. se considerarmos que a GMI se estendeu de 1914 a 1918, isso significa que eles lutaram 25%. Com esse percentual dá para ser um sócio minoritário de respeito, mas ainda não dá para decidir os rumos da companhia. A Rússia que, junto com a Áustria, era um membro-fundador do conflito, se retirou também em 1917, após a Revolução Comunista. Antes disso, já tinham lutado bastante e vencido batalhas importantes. Os russos contabilizam o maior número de mortos na GMI, que matou cerca de 60 milhões de pessoas. A saída da Rússia foi uma desgraça para a Entente (Aliados). Asterix definiu bem o belicismo britânico em Asterix e os bretões: param às 17h para o chá, fazem pausa para o fim de semana e tiram férias. Sobre a França, basta dizer que a idéia do funcionalismo público brasileiro segue o modelo francês. Assim, a Aliança (Alemanha, Itália, Turquia) estavam virando o jogo. Os EUA, então, entraram para garantir que não perderiam a única coisa que eles não perdem jamais: o dinheiro que emprestaram à Inglaterra e França. Como as dívidas da Rússia estavam perdidas para sempre, eles tinham que garantir alguma coisa. Em resumo, não ganharam a GMI, mas saíram na foto. Junto com a Itália que tinha mudado de idéia e se bandeado para o lado dos Aliados.
Então, chegou a Segunda Guerra Mundial. Essa os EUA juram que ganharam. Pelo menos, tiveram um desempenho melhor do que na GMI. Mas, novamente foram os russos que lutaram a maior parte do tempo e sofreram o maior número de baixas, agora lutando sob o nome de União Soviética e contando com a ajuda de outros países comunistas. O motivo da entrada dos EUA na GMII, em 1941, já é humilhante por si só. Resolveram tomar partido no conflito depois de serem esmagados pelos japoneses em Pearl Harbor. Devolveram a humilhação de forma totalmente desnecessária: com duas bombas atômicas (uma das partes da história com as quais não se pode fazer piada). Os EUA libertaram os judeus dos campos de concentração, mas foram os russos que derrotaram os alemães e vingaram os compatriotas mortos no primeiro conflito. De novo, os EUA saíram na foto dos vencedores junto com a Itália que, de novo, mudou de idéia sobre de que lado deveria jogar.
Após a GMII, veio a Guerra da Coréia. Se foi metade do que aparece na Trilogia da Vingança de Chanwook Park, os EUA já teriam motivos de sobra para pedir o boné. Com sorte, chegariam às suas casas antes do Superbowl. Após 3 anos de guerra, a Coréia foi dividida em duas, ficando o Norte sob influência da Rússia e o Sul sob influência dos EUA. o único americano com alguma vitória na Guerra da Coréia foi o general MacArthur, que popularizou as jaquetas.
Depois veio a tragédia que os EUA chamam de Guerra do Vietnã. Estranhamente, no Vietnã, eles chamam o mesmo conflito de Guerra dos Americanos. A principal divergência, entretanto, é sobre a data do final da guerra. Os americanos juram que tudo terminou em 1973. Já os vietnamitas dizem que a guerra acabou em 1975, quando o exército do Vietnã do Norte invadiu Saigon, capital do Vietnã do Sul, transformou todo o país em comunista e fez os americanos se retirarem da cidade em helicópteros que pousavam às pressas no alto dos prédios. Essa guerra até os americanos admitem que perderam.
Após o vexame do Vietnã, os EUA ficaram quietos por um tempo até a Guerra do Golfo parte I – Devolva o Kuwait. Essa é aquela guerra do Atari, a dos bombardeios em imagens verdinhas nas madrugadas de 1991. A guerra começou porque Saddam inventou de invadir o Kuwait em 2 de agosto de 1990 (aniversário desta que vos escreve, por favor, anotem). Em fevereiro do ano seguinte, começou a guerra. Quando terminou de saquear os ricos kuwatianos, Saddam devolveu o país. Mas só o país, o dinheiro, o ouro e outras coisas, ninguém nunca mais viu. Ou seja, quando não tinha mais nada para fazer por lá, Saddam devolveu o país aos EUA.
As guerras nos Bálcãs dominaram os anos 1990. nem adianta tentar, os EUA não lutaram a guerra da Bósnia. Deram um apoio sob o nome da ONU e só. A guerra da Bósnia não teve vencedores, só um grande perdedor: a Iugoslávia, uma tentativa de reunir todos os eslavos do sul em um único país. Em 1999, tivemos a Guerra de Kosovo que nem sequer teve fim. Temendo ser invadida pelos exércitos da OTAN, a Sérvia prometeu deixar os kosovares em paz e darem maior autonomia para a província. Cumpriram a primeira parte (e já está muito bom), mas mostram pouco interesse em relação à segunda.
No Afeganistão, os EUA perderam por WO, porque nunca mais apareceram por lá depois que a Guerra do Iraque começou. Por enquanto, nada indica que eles ganharão a Guerra do Golfo, parte II – Derrubando Saddam.

Wednesday, April 05, 2006

Faz Tempo

Nossa, faz um tempão que eu nao escrevo nada para o blog. Andei tirando umas férias, mas nao posso largar meus cinco ou seis leitores fiéis. prometo que a partir de amanhã retorno com textos quase diários.
Bem, não se pode confiar nas minhas promessas, mas não se deve perder a esperança.
então, até mais. ah, a minha dica de filme é A Era do gelo 2. o primeiro já era uma gracinha e o segundo é ótimo. Tudo bem, não consegue vencer Toy Story 1 e 2. acho que nenhum filme consegue vencer Toy Story. sem dúvida, é meu filme de animação favorito.
Toy Story já era excelenete e coisa e tal e o segundo filme com referências a 2001 do kubrick foi demais. Adoro!